Reação

Protestos após impeachment da presidente deixam dois mortos na Coreia do Sul

Milhares de apoiadores reagiram ao afastamento definitivo de Park Geun-hye, a primeira mulher a ser eleita presidente do país

Por: Zero Hora
10/03/2017 - 07h47min | Atualizada em 10/03/2017 - 07h51min
Protestos após impeachment da presidente deixam dois mortos na Coreia do Sul JUNG YEON-JE / AFP/
Apoiadores de Park Geun-hye se revoltaram e hoiuve confronto com a polícia Foto: JUNG YEON-JE / AFP  

Pelo menos duas pessoas morreram nos protestos que tomaram conta da capital Seul após o afastamento definitivo da presidente sul-coreana Park Geun-hye. As informações foram confirmadas pela polícia para a agência local de notícias Yonhap.

As vítimas seriam dois homens, de 72 e 60 anos, encontradas próximo ao Tribunal Constitucional, cujos integrantes ratificaram o impeachment da presidente, aprovado anteriormente pelo Parlamento devido à suposta ligação com o caso de corrupção da Rasputina.

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Milhares de apoiadores reagiram ao afastamento definitivo da primeira mulher a ser eleita presidente do país em meio a uma trama de corrupção envolvendo uma amiga pessoal dela. Portando bandeiras  da Coreia do Sul, os manifestantes gritam e jogam objetos nos policiais que cuidam da segurança do tribunal.

Foto: JUNG YEON-JE / AFP

A polícia afirma que outras duas pessoas ficaram feridos, enquanto os organizadores da manifestação pró-Park disseram à Yonhap que pelo menos oito manifestantes sofreram lesões.

Mais de 21,6 mil policias foram deslocados para isolar a Corte, a Casa Azul, a sede da presidência e outros edifícios governamentais de Seul por causa das manifestações contrárias e favoráveis a Park.

Futuro do país

Park Geun-Hye estava afastada pelo Parlamento desde dezembro passado. Com a cassação, ela perdeu sua imunidade e a Coreia do Sul é obrigada a realizar novas eleições presidenciais em até 60 dias.

O veredicto representa a primeira destituição de um chefe de Estado e a primeira antecipação do pleito na Coreia do Sul, desde que o país voltou a realizar eleições democráticas, em 1987, após o mandato de duas juntas militares — uma das quais liderou o general Park Chung-hee, pai de Park Geun-hye.

*com informações de agências

 
 
 
 
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