Caso Bruno

Relembre as versões que surgiram para a morte de Eliza Samudio

Desde o desaparecimento da modelo em 2010, denúncias e relatos contam histórias das mais diversas sobre o caso

24/07/2014 | 19h01
Relembre as versões que surgiram para a morte de Eliza Samudio Joel Silva/Folhapress
Foto: Joel Silva / Folhapress

Após quatro anos, o paradeiro de Eliza Samudio segue desconhecido. Desde que o goleiro Bruno foi preso por homicídio triplamente qualificado de Eliza, nunca foi desvendado o mistério sobre o paradeiro da ex-amante do jogador.

Nesta quarta-feira, o primo de Bruno, Jorge Rosa Sales, forneceu mais uma versão. Confira o que ele disse e relembre outras versões sobre o paradeiro do corpo:

Enterrada perto do aeroporto de Belo Horizonte:

Nesta quinta-feira, Jorge Rosa Sales, primo de Bruno e acusado pela morte de Eliza Samudio, revelou em entrevista à Rádio Tupi que o corpo da ex-modelo estaria enterrado em um terreno próximo ao Aeroporto de Confins, perto de Belo Horizonte.

— Ela está enterrada num sitiozinho em BH, próximo ao Aeroporto de Confins. Antes de chegar no aeroporto. É uma estrada de chão bastante deserta, não tem muito movimento, praticamente abandonada. Eu identifico com um pé de coqueiro que é meio curvado. Eu só estou dando essa reportagem aqui porque eu quero que a minha mente fique tranquila. Acabar com isso logo para a mãe dela poder enterrar a filha. Ela não foi esquartejada. Só cortaram a mão dela. O corpo ficou inteiro — disse Jorge, antes de revelar como Eliza foi enterrada.

— O buraco onde ela foi enterrada foi feito por uma retroescavadeira para dificultar a localização do corpo — disse.

Jogada em uma Lagoa

Uma denúncia anônima informou que o corpo de Eliza teria sido amarrado a pedras e jogado em uma lagoa na região metropolitana de Belo Horizonte, motivando a polícia a iniciar buscas no local em 2010.

No ano passado, outra versão, fornecida por um colega de cela do ex-policial Bola, um dos condenados no caso, dizia que o corpo de Eliza foi queimado e as cinzas foram lançadas na água.

Discussão com adolescente e ossos concretados

Mais uma versão surgiu quando um homem denunciou à Rádio Tupi que Jorge Rosa Sales, primo de Bruno, à época com 17 anos, estaria envolvido no crime. Eliza Samudio estaria na caminhonete Range Rover do goleiro com Macarrão, que a havia convencido a embarcar. Quando viu Jorge escondido na caminhonete, iniciou-se uma  discussão e o adolescente, armado com uma pistola, a acertou com uma coronhada. Sangrando, ela foi levada a Belo Horizonte, onde teria chegado ainda com vida.

De acordo com a versão do homem, Bruno teria dado R$ 3 mil a um traficante para que ele se livrasse do corpo. O cadáver de Eliza teria sido desossado, e os ossos teriam sido concretados.

Jogada aos cachorros

Interrogado no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, Bruno negou ter sido o mandante do crime. O goleiro apontou Macarrão como o responsável pela ordem do assassinato e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, como o executor.

Bruno também relatou, chorando muito, que Eliza teria sido morta, esquartejada e, depois, jogada aos cachorros.

Segundo o goleiro, foi seu primo que contou os detalhes sobre o assassinato. Em novembro, Jorge deu um depoimento semelhante no julgamento de Macarrão e Fernanda Gomes de Castro, ex-mulher de Bruno, condenados a 15 anos e a 5 anos de prisão, respectivamente.

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