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Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira o decreto de situação de emergência de 124 municípios gaúchos afetados pela enchente. Também foi reconhecido o estado de calamidade pública das cidades de Barra do Guarita e Iraí. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil levou em consideração o decreto coletivo enviado pelo Estado no começo desta semana e a enxurrada que causou prejuízos entre o dia 22 de junho e 6 de julho.
Com o reconhecimento pelo governo federal, os municípios têm prazo de 10 dias para entregar a documentação detalhada do plano de reconstrução para que o repasse de recursos seja acelerado. Os municípios que não cumprirem o prazo poderão ter o pedido indeferido e ficarão sem acesso à verba. No mapa, veja a situação de cada município prejudicado pela chuva
Na semana passada, o governo do Estado anunciou R$ 25 milhões para municípios prejudicados pelas chuvas para ações emergenciais. Em visita da presidente Dilma Rousseff a Porto Alegre, prefeitos solicitaram R$ 200 milhões para ações de recuperação das cidades atingidas, como reconstrução de casas e estradas.
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25% das cidades gaúchas em situação de emergência
Conforme o último boletim da Defesa Civil, divulgado às 11h desta quinta-feira, os dados se mantém inalterados em relação à quarta: há 131 municípios em situação de emergência, o que representa 25% das cidades gaúchas, e dois em estado de calamidade pública devido à chuvarada (Barra do Guarita e Iraí).
Conforme o órgão estadual, a enchente afetou 157 cidades. Mais de 18 mil moradores seguem fora das suas residências por conta dos alagamentos, sendo 1.271 desabrigados (que precisam de abrigo público) e 16.905 desalojados (que estão na casa de parentes ou amigos).
ZH Explica: por que o número de cidades em situação de emergência aumenta apesar de a chuva ter parado?
A chuva também provocou pelo menos duas mortes: de Eracildo Luiz Assmann, 56 anos, em Arroio do Tigre, e José Lindomar da Silva, 40 anos, em Jacutinga. A namorada de Eracildo, Paula Thon, 23 anos, segue desaparecida.
Mesmo com a trégua da chuva nesta semana, o número de cidades prejudicadas segue aumentando porque as prefeituras precisam de tempo para contabilizar os prejuízos, segundo a Defesa Civil. Para realizar o levantamento dos danos, os municípios também necessitam aguardar a água baixar nas áreas alagadas.
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