Operação Lava-Jato

PGR denuncia Cunha e Collor ao STF por corrupção

Parlamentares são os primeiros de uma lista de processos por corrupção envolvendo a Petrobras solicitados pela Procuradoria-Geral da República

20/08/2015 - 16h43min | Atualizada em 21/08/2015 - 10h03min
PGR denuncia Cunha e Collor ao STF por corrupção Agência RBS/
Se a denúncia for aceita pelo STF, Eduardo Cunha (esq.) e Fernando Collor (dir.) passarão à condição de réus Foto: Agência RBS  

O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está a um passo de se tornar réu num rumoroso processo de corrupção.

Ele e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) — ex-presidente da República — foram denunciados nesta quinta-feira por envolvimento em cobrança de propina e lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. Ambos têm sua condenação criminal pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos próximos dias deve ser denunciado também o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Partido Progressista, pelo mesmo motivo.

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A denúncia contra Cunha tem cerca de 80 páginas, e a contra Collor, cerca de 250 páginas. Pesam contra os dois parlamentares depoimentos que os mencionam como receptadores de propina oriunda de dinheiro desviado da Petrobras.

Cunha e Collor estão entre os 54 parlamentares que tiveram inquéritos abertos pela PGR em março deste ano, a partir de revelações da Operação Lava-Jato, ação da Polícia Federal e Ministério Público Federal contra corrupção na estatal de petróleo. Grande parte desses investigados também será denunciada, nos próximos dias. Todos eles serão julgados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A PGR também decidiu denunciar a ex-deputada Solânge Almeida (PMDB-RJ), correligionária de Cunha e acusada de ajudá-lo a usar o parlamento para retornar o suposto pagamento de propinas. Ela teria proposto investigações contra a Samsung Heavy Industries (fabricante de sondas de petróleo) e depois retirado elas, mediante propina e a conselho de Cunha.

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A PGR não pretende pedir afastamento de Cunha e Collor. Deixará essa opção a cargo do Congresso. Além da condenação criminal, o procurador-geral pede a restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública também no valor de US$ 40 milhões.

* Zero Hora

 
 
 
 
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