Aposentadoria 

Maia admite que pode adiar votação da reforma da Previdência 

Presidente da Câmara reconheceu que o governo ainda não tem votos suficientes para garantir a aprovação da proposta 

Por: Estadão Conteúdo
21/04/2017 - 15h16min | Atualizada em 21/04/2017 - 15h19min
Maia admite que pode adiar votação da reforma da Previdência  Gustavo Lima/Fotos Públicas/ Câmara de Deputados
Foto: Gustavo Lima / Fotos Públicas/ Câmara de Deputados  

Em função da forte resistência no Congresso ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dareforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admite adiar a votação inicialmente prevista para o dia 8 de maio.

– Se possível vamos votar a matéria no dia 8 de maio, se não for possível, a partir do dia 15 –, disse ele nesta sexta-feira, em Foz do Iguaçu, onde participa do 16º Fórum Empresarial organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

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Apesar de assumir que, hoje, o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação, Maia disse que não se trata de um adiamento.

Segundo ele, trata-se de um "aprofundamento na articulação" junto às bancadas para uma melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

– Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer, que a gente pode perder no mérito. ê uma matéria que é o coração do Brasil –, disse.

Segundo o presidente, ainda há na cabeça dos deputados e da população uma "contaminação" do texto original.

– Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados, e não estavam porque a vinculação do salário mínimo nunca saiu –, disse.

Responsável pela articulação do Planalto junto ao Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), descarta o termo "adiamento", mas admite que há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto:

– É preciso maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana.

Em seu discurso, Imbassahy disse que o texto original tinha uma previsão de economia de R$ 830 bilhões em 10 anos, "duro de roer".

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– Tinha coisas ali que era realmente difícil de conseguir o voto do parlamentar –, disse. Segundo ele, se aprovado o texto do jeito que está, depois das concessões feitas pelo governo no texto original, a economia será de 75% do valor original.

 
 
 
 
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