Fim do mistério

"Menino do Acre" volta para casa após quase cinco meses desaparecido 

Bruno Borges teve livro recentemente publicado 

11/08/2017 - 12h58min | Atualizada em 11/08/2017 - 23h13min
"Menino do Acre" volta para casa após quase cinco meses desaparecido  Reprodução / Facebook / Bruno Borges/Facebook / Bruno Borges
Foto: Reprodução / Facebook / Bruno Borges / Facebook / Bruno Borges  

Bruno Borges, o estudante acriano que desapareceu em março deixando 14 livros criptografados (escritas em código) para trás, voltou para casa na manhã desta sexta-feira. A informação é do Portal G1

A família do jovem, que reside em Rio Branco, informou o retorno de Bruno e não forneceu mais informações. Não se sabe onde ele estava.

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Ao G1, a família informou que Bruno não deverá ficar na casa, que hoje atrai curiosos em função do desaparecimento. A polícia deverá ouvi-lo nos próximos dias. 

O primeiro dos 14 livros foi publicado com o título "TAC - Teoria da Absorção do Conhecimento". É um relato das descobertas feitas pelo estudante, assinado por ele, e está à venda desde o final de julho nas livrarias. 


Relembre o mistério

A mãe dele, Denise Borges, contou ao Diário Gaúcho, em 4 de março, que, no dia do desaparecimento, a família almoçou reunida e que tudo parecia bem. Depois da refeição, Bruno e o pai iriam de carro até a casa onde vivem, mas, perto do local, separaram-se, e o jovem seguiu a pé. Passou em casa e, depois, não foi mais visto, até a manhã desta sexta-feira.

Os pais haviam recém voltado de uma viagem que durou 25 dias. Nesse período, segundo Gabriela Borges, irmã de Bruno, o jovem se isolou no quarto, que ficava sempre trancado.

— Era um quarto normal, com cama e guarda-roupa. Nada nas paredes — lembrou Gabriela.

A réplica da estátua que estava no quarto do jovem, conforme a irmã, foi encomendada na semana anterior ao desaparecimento a um artista plástico de Rio Branco. A família conversou com esse artista e foi informada de que o estudante pagou R$ 9 mil pela obra.

Quando se deu conta do sumiço, a família ficou preocupada e cogitou se tratar de um sequestro. Depois, ao analisar o que ele havia feito no quarto, passou tratar o caso com um pouco mais de tranquilidade.

— Ficamos bastante preocupados. Agora a gente acredita que ele está bem. Ele tem um projeto, que é a publicação desses 14 livros. Acho que ele precisou fazer dessa forma – disse Gabriela à época.


 
 
 
 
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