Investigação

Tiros contra o comitê de Marchezan foram motivados por rixa entre policial e criminosos, diz Fortunati

Segundo o prefeito, policial civil estaria no local no momento dos disparos 

Por: Juliano Rodrigues
17/10/2016 - 21h13min | Atualizada em 18/10/2016 - 08h26min
Tiros contra o comitê de Marchezan foram motivados por rixa entre policial e criminosos, diz Fortunati Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

O prefeito José Fortunati (PDT) afirmou na noite desta segunda-feira que "não há motivação política" no episódio envolvendo tiros no comitê do candidato à prefeitura Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Segundo o prefeito, na tarde desta segunda-feira, uma servidora da prefeitura procurou o setor de Recursos Humanos para pedir com urgência a concessão de licença-prêmio. Como o município não tem concedido o benefício para conter gastos, a funcionária insistiu e revelou que precisava sair do Estado com a família por causa do incidente durante a madrugada.

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— O irmão dessa servidora é policial e, um tempo atrás, participou de uma operação em uma vila na qual houve confronto e apreensão de armas. Esse policial estava no comitê do Marchezan na noite. Quem foi lá, queria matar esse segurança — afirma o prefeito.

A casa do policial, localizada em um bairro popular da Capital, também foi alvo de tiros durante a madrugada. Fortunati disse que as informações levantadas pela prefeitura serão repassadas à Polícia Civil na terça-feira.

— Não estou minimizando o incidente, mas é importante esclarecer que não há motivação política, ainda mais em um momento de acirramento como este — explicou.

Segundo o delegado César Carrion, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, responsável pelo caso, essa hipótese não estava sendo investigada pela polícia, que, até o momento, trata o caso como vandalismo ou tentativa de homicídio. O titular da 2ª DP disse que vai avaliar a suposição do prefeito.

Carrion disse que ouviu duas testemunhas nesta segunda-feira. Um dos coordenadores da segurança de Marchezan e o vigilante que estava no local durante os primeiros disparos. Segundo o delegado, nenhum dos dois é policial. Carrion vai colher novos depoimentos na terça-feira.

*Zero Hora

 
 
 
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