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Carro usado por criminosos para atacar rainha de bateria é achado queimado em Cachoeirinha

Polícia suspeita que o veículo, um Voyage prata, havia sido furtado pouco tempo antes. Para delegado, a hipótese de latrocínio está reforçada

17/02/2017 - 14h53min | Atualizada em 17/02/2017 - 15h11min
Carro usado por criminosos para atacar rainha de bateria é achado queimado em Cachoeirinha Divulgação/Polícia Civil
Voyage foi furtado pouco tempo antes do assassinato no Distrito Industrial de Cachoeirinha Foto: Divulgação / Polícia Civil  

Foi encontrado no começo da tarde desta sexta-feira o Voyage prata usado por criminosos no assassinato da comerciante e rainha de bateria da escola de samba Imperatriz Dona Leopoldina, Paola Serpa, 33 anos. O veículo estava incendiado na Estrada do Nazário, no bairro Meu Rincão, em Cachoeirinha.

— Já localizamos o proprietário do veículo e estamos trabalhando com a hipótese de que ele foi furtado pouco tempo antes do assassinato — diz o delegado Newton Martins Filho, da 2ª DP de Cachoeirinha.

Segundo ele, a hipótese de que Paola foi vítima de um latrocínio (roubo com morte) está reforçada, sobretudo depois de analisadas imagens de câmeras de monitoramento na Avenida Obedy Cândido Vieira, no Distrito Industrial, em Cachoeirinha.

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O crime aconteceu no começo da noite de quinta-feira, quando Paola esperava a filha sair de uma aula particular em um condomínio em frente.

De acordo com o delegado, as imagens já coletadas pela polícia mostram o Voyage fazendo um retorno na avenida e deixando o autor do crime a pé para se aproximar do Cruze da vítima. Enquanto os bandidos manobram o veículo, ele se aproxima de Paola e, ao encostar na porta do carro, mostra que está armado.

Paola Serpa, 33 anos, era rainha de bateria da escola de samba Imperatriz Dona Leoopoldina Foto: Reprodução / Facebook/Arquivo Pessoal

— Neste momento, não é possível perceber alguma reação da vítima. Então, o criminoso faz um movimento de puxar ela para fora, mas, ao que tudo indica, ela ficou presa pelo cinto de segurança. É neste momento que ele atira — refere o delegado.

Testemunhas afirmam terem ouvido três disparos, mas Newton Filho diz que só a perícia poderá comprovar quantos disparos atingiram a vítima.

— O roubo não se consumou porque logo depois dos tiros, houve muito movimento. As pessoas se alertaram ao redor. Acredito que o criminoso tenha se assustado e correu até o veículo da fuga — aponta o delegado.

Ainda na tarde desta sexta-feira, a polícia deve divulgar as imagens coletadas na cena do crime, na tentativa de identificar os suspeitos. 

 
 
 
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