Crise na segurança

Mobilização de mulheres de PMs prossegue pelo segundo dia no Rio

Polícia militar fluminense informou que o patrulhamento está sendo feito normalmente na cidade, apesar dos protestos

Por: Agência Brasil
11/02/2017 - 12h34min | Atualizada em 11/02/2017 - 12h34min
Mobilização de mulheres de PMs prossegue pelo segundo dia no Rio MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO
Piquetes em frente aos batalhões exigem melhores condições de trabalho para os policiais Foto: MARCOS ARCOVERDE / ESTADÃO CONTEÚDO  

A mobilização das mulheres de policiais militares prossegue pelo segundo dia no Rio de Janeiro. Vários batalhões têm piquetes nas portas impedindo a entrada e saída de viaturas. Nas ruas, a presença de carros de polícia é pequena em diversos bairros. 

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Em alguns trechos da Zona Norte, por exemplo, a reportagem da Agência Brasil não viu nenhuma viatura, em um trajeto de 10 quilômetros até o centro da cidade. A PM informou em nota divulgada na manhã deste sábado que não há paralisação e que o patrulhamento está sendo feito normalmente na cidade. A cúpula da segurança no Rio deve se reunir na tarde deste sábado.

– Não existe paralisação da Polícia Militar e, sim, uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. A corporação está atenta às manifestações e conscientizando a tropa da importância da presença policial nas ruas. O patrulhamento está sendo realizado normalmente. As rendições, quando necessárias, são realizadas do lado externo e locais que apresentaram maiores problemas estão com apoio de outras Unidades – diz a nota da PM.

Segundo a corporação, grupos de familiares de policiais se concentraram na frente de 29 unidades em protesto iniciado na madrugada de sexta-feira. Eles reivindicam o pagamento do 13º salário; do Regime Adicional de Serviço (RAS), como são chamadas as horas-extras dos policiais, feitas durante os Jogos Olímpicos; e de vencimentos atrasados referentes a metas atingidas.

Na Baixada Fluminense, o bloqueio no 39º Batalhão, de Belford Roxo, continuava na manhã deste sábado, segundo Alberta Peres, esposa de policial:

– Aqui não entra e nem saem viaturas. Esvaziamos os pneus de duas delas. Vamos manter o movimento com força total. O movimento não vai acabar se o dinheiro não cair na conta – disse ela.

No 18º Batalhão, responsável pela área de Jacarepaguá, o bloqueio também era total, segundo a esposa de um policial, Ana Souza. – Ninguém entra, ninguém sai. Vamos continuar o movimento, pois os nossos maridos estão em risco e sem receber – disse ela, enquanto acompanhava uma reunião com o comando do batalhão, que pedia para que elas liberassem a entrada.

O secretário de segurança do Rio, Roberto Sá, disse, na noite de sexta-feira, que o governo deverá pagar o salário atrasado na próxima terça-feirae que poderá pagar o 13º salário atrasado se os projetos encaminhados pelo governo à Assembleia Legislativa forem aprovados, entre eles a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), o que permitirá a liberação de R$ 3,5 bilhões do governo federal.

Ainda na nota divulgada neste sábado, a PM disse que respeita o direito à manifestação pacífica e pediu que as manifestantes não impeçam o direito de ir e vir dos policiais: "A Polícia Militar reitera que respeita o direito democrático de manisfestação pacífica, mas é fundamental que as formas de buscar os nossos direitos não impeçam o de ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população".

 
 
 
 
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