Audácia

Câmeras usadas por facção para monitorar a polícia são desativadas em Porto Alegre

Ao menos seis câmeras, interligadas em uma central dentro de um apartamento, foram encontradas durante operação contra homicídio

18/05/2017 - 17h27min | Atualizada em 18/05/2017 - 18h28min
Câmeras usadas por facção para monitorar a polícia são desativadas em Porto Alegre Polícia Civil / Divulgação/
Central de monitoramento tinha seis câmeras ligadas em pontos diferentes do Rubem Berta Foto: Polícia Civil / Divulgação  

A operação que apreendeu, nesta quinta-feira, dois adolescentes supostamente envolvidos no assassinato do policial militar da reserva Derli dos Santos, 53 anos, no bairro Rubem Berta, descobriu mais um uso da tecnologia por traficantes contra a polícia. Uma central de monitoramento com câmeras que filmavam ruas da região foi encontrada e desativada pelo Departamento de Homicídios. As informações são da Rádio Gaúcha.

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Pelo menos seis câmeras, interligadas a um computador, transmitiam imagens de pontos diferentes do Conjunto Habitacional 4 do bairro da zona norte de Porto Alegre. Um ponto distante do acesso aos prédios, na Rua Felipe Camarano, era um dos monitorados. Além disso, um minimercado supostamente usado para vender drogas e outros pontos dentro do conjunto, como o portão principal, tinham câmeras.

A chamada Cohab 4 tem pontos de venda de drogas dominados por uma das maiores facções do tráfico de drogas do Rio Grande do Sul, conforme a Polícia Civil.  Para a delegada Luciana Smith, da 5ª Delegacia de Homicídios, a descoberta da central reforça a audácia do grupo.

— Isso demonstra uma organização da facção que já vem forte naquele núcleo, o que não me surpreende. O que me surpreende mais matar é um policial. A audácia está grande — desabafa a agente.

De acordo com a delegada, não era só a polícia o alvo das câmeras. Os desafetos do grupo que transitavam pela região também eram flagrados. Isso dava mais tempo para os traficantes no caso de um confronto armado.

As câmeras foram apreendidas para a perícia. A polícia quer saber se elas estavam gravando tudo o que ocorria na região, ou se era usada somente para o monitoramento momentâneo.

— Estava tudo dentro de um apartamento que tínhamos como conhecimento de ser utilizado pelo tráfico. Tinha só um televisor grande no chão e uma cadeira na frente, que indica que ficava alguém ali, monitorando — comenta Luciana.

 
 
 
 
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