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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), uma operação para desarticular três grandes organizações criminosas investigadas por comercializar irregularmente anabolizantes e outras drogas, como medicamentos anorexígenos.
Chamada de Operação Proteína, a ação reúne mais de 320 policiais federais para cumprir 30 mandados de prisão e 75 de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
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No RS, os mandados são cumpridos em Rio Grande (3), Pelotas (9) e Porto Alegre (1), todos de busca e apreensão. A maioria das medidas, no entanto, é cumprida em São Paulo – 79 no total, sendo 25 de prisão e 54 de busca.
A investigação iniciou em julho de 2016 com base em informações que indicavam o comércio irregular de anabolizantes e outras substâncias ilícitas em academias, lojas de suplementos alimentares e por particulares no município de Rio Grande. Parte da investigação resultou na Operação Black Dragon, deflagrada em dezembro de 2016.
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Paralelamente a isso, as investigações demonstraram que uma parcela dos produtos consumidos em Rio Grande era fornecida por três organizações criminosas estabelecidas na cidade de São Paulo. Esses grupos eram responsáveis pela importação irregular de anabolizantes e medicamentos fabricados no Paraguai, na Argentina, na Índia, e em outros países, e por sua distribuição em diversos estados brasileiros, sem o devido registro na Anvisa.
Há indícios de falsificação e comercialização de medicamentos adulterados, como hormônios de crescimento, e de aquisição de anabolizantes no mercado interno, de forma fraudulenta, desviados para revenda clandestina.
A movimentação financeira mensal das organizações criminosas é estimada em R$ 2 milhões. A PF diz que chamou a atenção "o alto grau de estruturação dos grupos, inclusive com a participação de servidores de órgãos de segurança pública". Policiais federais, civis e militares são investigados na Operação Proteína.