Planalto

Não estou preocupado com o que Cunha venha a fazer, diz Temer

Presidente falou sobre a possibilidade do deputado cassado fechar acordo de delação premiada

Por: Estadão Conteúdo
17/04/2017 - 22h44min | Atualizada em 18/04/2017 - 01h55min
Não estou preocupado com o que Cunha venha a fazer, diz Temer ANDRESSA ANHOLETE/AFP
Foto: ANDRESSA ANHOLETE / AFP  

O presidente Michel Temer (PMDB) disse não estar preocupado com a possibilidade de o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) fazer um acordo de delação premiada. 

— Mais uma vez no plano da subjetividade, não estou preocupado com o que ele vai fazer. Espero que ele seja feliz. Foi um deputado atuante, eficiente, mas não sei o que ele vai fazer. Não tenho que me incomodar com isso — disse Temer em entrevista concedida nesta segunda-feira ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT Brasil.

Leia mais:
Não me encontrei com FHC e Lula para acabar com a Lava-Jato, diz Temer
Temer diz ser "constrangedor" e "desagradável" ter nome citado em delação
É provável que alguns ministros fiquem desconfortáveis e deixem os cargos, diz Temer

O presidente considerou ainda improvável a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff em razão da versão, defendida pelos advogados da petista, de que Cunha, então presidente da Câmara, agiu por vingança ao abrir o processo de impeachment na Casa. 

— Evidentemente, penso que isso não anula o impeachment — disse o peemedebista.

Ele acrescentou que, mesmo que a abertura do processo tenha sido uma vingança de Cunha, não foi esse o motivo que levou a Câmara e o Senado a destituir Dilma por votação "avassaladora".

Temer também se defendeu durante a entrevista das acusações sobre arrecadação ilegal para campanhas de seu partido. A respeito de um jantar no Palácio do Jaburu em que teria sido discutida a doação de R$ 10 milhões da Odebrecht a campanhas do PMDB de 2014, lembrou que o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht disse em sua delação premiada não ter tratado de valores com ele.

Sobre Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht que acusou Temer de ter participado de uma reunião em 2010 que sacramentou contribuição de US$ 40 milhões originada de propina, o presidente disse que o delator foi um das "dezenas de empresários" levados à sua presença. 

— Só soube do nome dele agora — afirmou o peemedebista.

Temer assinalou que uma porção de candidatos do partido fazia contatos com potenciais colaboradores de campanhas, mas garantiu que, quando era presidente do PMDB, as verbas entravam e saíam oficialmente da sigla.

Na entrevista ao SBT, Temer reiterou também que não tem planos de disputar novo mandato nas eleições do ano que vem. 

— Minha preocupação é trabalhar pelo Brasil.

Leia as últimas notícias de Política

*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.