Sob risco

ÁUDIO: "A Lava-Jato virou um trem fantasma, a cada esquina é um susto", diz Deltan Dallagnol

Coordenador da força-tarefa, o procurador do MPF deu entrevista ao Timeline e criticou movimentos contra as ações da investigação

Por: Rádio Gaúcha
12/07/2017 - 12h30min | Atualizada em 12/07/2017 - 12h33min
ÁUDIO: "A Lava-Jato virou um trem fantasma, a cada esquina é um susto", diz Deltan Dallagnol Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil  

O coordenador da força-tarefa da operação Lava-Jato no Ministério Público Federal (MPF) apontou o encolhimento das equipes da Polícia Federal (PF) como o principal problema que prejudica os trabalhos de investigação. 

Ao programa Timeline, o procurador Deltan Dallagnol ressaltou que os delegados que atuavam exclusivamente na Lava-Jato fazem parte agora de equipes maiores que investigam outros tipos de crimes. Afirmou que houve várias tentativas de atrapalhar a operação e que a "bola da vez" agora é o enfraquecimento da Polícia Federal.

— A Lava-Jato se transformou, para quem trabalha nela, em um trem fantasma. Sabe aquele brinquedo que você entra e em cada esquina é um susto? — comparou Dallagnol, referindo-se a manobras para impedir que as ações sigam.

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Ele citou, ainda, um exemplo: das seis últimas operações da Lava-Jato, apenas uma partiu da Polícia Federal. As restantes foram do Ministério Público Federal. O procurador rebateu também o argumento de que as prisões ocorreriam para pressionar delações. Segundo ele, 80% dos acordos vieram de pessoas que não estavam presas. E defendeu ainda o combate à impunidade:

— Estatisticamente, 97 em cada 100 casos de corrupção comprovada acabam em absoluta impunidade.

O procurador defendeu o uso do polêmico PowerPoint que trazia o ex-presidente Lula no centro de um esquema de corrupção. Disse que a ideia foi mostrar de forma didática o esquema, e que faria de novo. Dallagnol também negou que a frase "não temos provas, temos convicções" tenha sido dita por algum dos procuradores do MPF.

 
 
 
 
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