Reação

"Muitas pessoas só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção", diz procurador

Carlos Fernando dos Santos Lima reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), que defendeu um "prazo de validade" para a Lava-Jato

Por: Estadão Conteúdo
24/07/2017 - 12h07min | Atualizada em 24/07/2017 - 12h37min
"Muitas pessoas só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção", diz procurador Arquivo pessoal/
Foto: Arquivo pessoal  

Em mensagem publicada em sua rede social, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava-Jato, afirmou nesta segunda-feira (24), que "o próximo passo do PMDB" parece ser acabar com a investigação.

O procurador reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual o parlamentar defendeu um "prazo de validade" para a Lava-Jato. Santos Lima afirmou que "as investigações vão continuar por todo o país".

"Acabar com a Lava Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo País", escreveu.

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Na entrevista, Fabio Ramalho afirmou que "o Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida". 

— Ela (Lava-Jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho — disse o deputado. — Defendo a Lava-Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do país, na segurança jurídica do país, nas reformas.

Questionado sobre qual seria o prazo para a Lava-Jato terminar, o deputado declarou. 

— Determina um tempo: seis meses.

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