O futuro do BTG

Risco das derivadas cerca Pactual

Banco de André Esteves teve tamanho crescimento que, com a prisão do dono, pode gerar novas investigações, avalia especialista em governança

26/11/2015 - 20h37min

O BGT Pactual pode sobreviver ao tsunami da prisão de André Esteves, avalia Herbert Steinberg, sócio-fundador da Mesa Corporate, consultoria de governança corporativa. Pode reverter a queda nas ações e segurar o aumento dos saques. Até porque o que se sabe até agora sobre as causas das prisão não parecem autorizar maiores tensões.

O problema é o risco de uma segunda ou uma terceira ondas. O foco colocado sobre a diversidade e o rápido crescimento dos negócios da instituição pode gerar apurações sobre "o que mais tem", ou seja, a prisão pode suscitar ¿investigação das derivadas¿, como define Steinber: 

– Até agora, o que ocorreu com o banco estraga, risca a reputação, mas não destrói. O problema é que não se sabe até onde foi a gestão exótica do banco e dos demais operações. É preciso saber a extenção das suspeitas.

E explica: as estruturações de negócios comandadas por Esteves eram brilhantes, mas a pujança incomparável gera desconfianças.

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– Não se sabe se ele vai ficar preso algumas horas, alguns dias, algumas semanas, e se vão aparecer outras coisas. Como agora fica visível que ele está em tudo, as pessoas começam a fazer perguntas – acautela-se o especialista.

 
 
 
 
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