Transporte

Marchezan diz que, sem um "plano viável nos próximos meses", Carris pode ser privatizada

Em entrevista para o Gaúcha Atualidade na manhã desta terça, o prefeito disse que há um "problema gigantesco de irregularidades" na empresa

20/06/2017 - 13h33min | Atualizada em 20/06/2017 - 15h58min
Marchezan diz que, sem um "plano viável nos próximos meses", Carris pode ser privatizada Diego Vara/Agência RBS
Foto: Diego Vara / Agência RBS  

Depois de a prefeitura anunciar que não fará mais aportes para fechar as contas da Carris, o prefeito Nelson Marchezan disse, em entrevista ao Gaúcha Atualidade na manhã desta terça-feira, que, caso não se encontre um "plano viável" para a empresa nas próximos meses, ela pode ser privatizada.

Somente no primeiro semestre de 2017, a empresa recebeu R$ 20 milhões em aportes — no ano passado, o prejuízo foi de R$ 55 milhões.

— Buscamos profissionais no mercado, sem indicações partidárias, para tentar salvar a Carris. Em nenhum momento a prefeitura fechou portas para qualquer alternativa que estanque essa sangria — afirmou Marchezan.

Leia outras notícias de Porto Alegre:
Problema na rede aérea fecha todas as estações da Trensurb
Nove hospitais têm emergências com atendimento restrito na Região Metropolitana de Porto Alegre

Durante a entrevista, o prefeito disse que há um "problema gigantesco de irregularidades" na empresa. Citou, por exemplo, o fato de servidores terem recebido uma premiação por desempenho no ano passado, "mesmo a empresa tendo prejuízo e sendo multada por não atingir algumas metas da EPTC". Segundo Marchezan, a situação em que se encontra a empresa foi "cavada por uma parte de seus servidores".

— Nós temos problemas gigantescos, todos que se pode imaginar, dentro da Carris. A empresa não atingiu nem algumas metas da própria EPTC. Ou a gente acha um plano viável para a Carris nas próximas semanas, nos próximos meses, ou o futuro será que continue uma empresa de ônibus, mas que a prefeitura não seja mais a sua comandante — ressaltou.

Presidente do Sindicato dos Rodoviários da Capital, Adair da Silva diz que Marchezan está "jogando a culpa" aos servidores por uma crise que seria resultado da má administração da companhia.

— O gestor da Carris é a prefeitura. Ele, que assumiu a gestão, tem de descobrir onde está o problema e achar uma solução. Como é que ele joga a culpa nos trabalhadores? — rebate Adair. — A Carris tem quase 2 mil funcionários. Se for privatizada, quantos serão demitidos? O sindicato é totalmente contrário à privatização e vai lutar para que isso não aconteça.

Ouça a entrevista na íntegra:


 
 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.