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Zero Hora confere situação de praças da zona sul de Porto Alegre indicadas por leitores

Nesta terça-feira, começa a ser publicada série de reportagens sobre áreas de lazer em quatro regiões da Capital

Por: Jéssica Rebeca Weber e Bárbara Müller
20/12/2016 - 19h10min | Atualizada em 29/12/2016 - 13h40min
Zero Hora confere situação de praças da zona sul de Porto Alegre indicadas por leitores Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS  

Com a chegada do verão, o movimento nas praças de Porto Alegre deve aumentar. Para quem não vai à praia, correr na grama, andar de balanço e descer no escorregador podem ser algumas das alternativas para entreter a gurizada durante a temporada na Capital. No entanto, há chances de o passeio não ser prazeroso se o espaço não apresentar as condições adequadas para uso. Após receber relatos de leitores, a reportagem de ZH Pelas Ruas percorreu os quatro cantos da cidade para conferir situação de algumas das pracinhas nas zonas Sul, Norte, Leste e Centro.

Com a capina por fazer e lixos e cacos de vidro no chão, parece que a Praça Dinah Nery Pereira caiu no esquecimento. Localizado no encontro das vias Dr. Hermes Pacheco e João Lúcio Martins, no bairro Hípica, o espaço não conta com uma lixeira sequer. Em um playground cercado por um muro baixo de concreto, em vez de divertir, os brinquedos apresentam riscos à criançada. As duas gangorras que existem por lá estão soltas da barra de ferro que deveria segurá-las. Segundo uma moradora que preferiu não se identificar, a área não sabe o que é uma boa limpeza desde o fim das eleições:

— É lixo e mato por todos os lados. Vêm pessoas de outros bairros para usar drogas aqui e assaltar os moradores. Nós não podemos mais usar a praça, não dá para trazer as crianças. Já vi até casal fazendo sexo no fim da tarde. Está muito perigoso.

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A situação da Praça dos Fenícios, na Rua Lemuria, no bairro Ipanema, não é diferente. Uma única lixeira, lotada de entulhos e com sacolas e lixos ao redor, compõe o cenário do espaço arborizado ao lado de um tronco no meio do caminho e alguns brinquedos enferrujados. De acordo com Maria Conceição Salvador, moradora da região há 23 anos, o estado do local nem sempre foi assim:

— Faz uns cinco anos que ela está jogada. O pessoal vem aqui e bebe, briga, suja. Acho que deveria ter um cuidado maior, de repente até um guardinha para cuidar da praça. É uma pena, porque tem tanta sombra boa. Não dá nem para tomar um chimarrão.

Já a Praça Jornalista Orlando Loureiro, no bairro Aberta dos Morros, por ocupar uma área imponente entre as ruas do Schneider, Ênio Berwanger e Fúlvio Bastos, tem um espaço de lazer em bom estado e outro em condições não tão boas assim. Em uma ponta, a capina está baixa, os brinquedos estão bem pintados e até uma placa que diz "cuide da praça" foi colocada lá. A poucos metros dali, o mato alto, o lixo e o playground quebrado tomam conta.

— A gente até tenta dar uma ajeitada, mas não depende só de nós. Muitas vezes, pagamos gente para cortar a grama, só lá na outra parte que tem os brinquedos novos que há manutenção. A prefeitura vem e limpa só aquela parte. Nos sentimos desvalorizados — relata a policial militar aposentada Lorecilda dos Santos.

A responsável pela conservação do mobiliário e das árvores é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) faz a limpeza e a capina das praças.


 
 
 
 
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