Fim da greve

Filas e espera nas primeiras horas de atendimento após a paralisação dos bancários

Movimento intenso nas agências do Centro da Capital depois de 31 dias fechadas

07/10/2016 - 11h52min | Atualizada em 07/10/2016 - 12h08min
Filas e espera nas primeiras horas de atendimento após a paralisação dos bancários Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Na intenção de sacar o FGTS, o consultor Fabrício Knorr, 35 anos, chegou à agência da Caixa na Rua da Praia, às 7h50min da manhã desta sexta-feira, no primeiro dia de atendimento nos bancos após a greve que durou 31 dias.

Por volta das 10h, saía da agência com o problema resolvido — a agência abriu as portas uma hora antes, às 9h — mas, ainda assim, teve prejuízo por conta da paralisação.

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— Tinha um imposto para pagar e tive um prejuízo de R$ 3 mil. O que seria uma reserva financeira, paguei de juros — lamenta o morador da Zona Norte da Capital.

Fabrício teve prejuízo Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Já a demonstradora Sandra Santos, 48 anos, do Bairro Partenon, chegou à mesma agência e tomou um susto com o tamanho da fila. Ela queria resgatar um penhor e resolveu dar uma volta pelo Centro da Capital para esperar a diminuição do público.

— A fila está grande e ela é só para pegar a senha para atendimento — lamentou.

A greve dos bancários atrasou os planos de Sandra de viajar para Santa Catarina.

— Cheguei a vir ao banco várias vezes durante a greve, mas não consegui nada — disse.

No primeiro dia da paralisação, a encarregada de limpeza Maria Cristina Fagundes, 47 anos, poderia ter sacado o FGTS, mas teve de esperar todo o tempo em que durou a greve. Nesta manhã, a moradora do Bairro Tristeza foi a uma agência da Caixa e resolveu a pendência.

— Eu pretendia fazer uma reforma, mas teve de ser adiada.Os bancos voltam a atender normalmente nesta sexta-feira. O acordo foi acertado na noite de quinta-feira em rodada de negociação entre o sindicato e a patronal. 

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

O sindicato aceitou a proposta feita pelos banqueiros, que prevê reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016, além de acréscimo no vale-alimentação de 15% e de 10% para vale-refeição e auxílio creche-babá. A licença-paternidade passa para 20 dias.

 Sobre empregos, os bancos se comprometem a criar um centro de realocação e requalificação. Para 2017, a proposta prevê reajuste de acordo com a inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as verbas. Os servidores da Caixa e do Banco do Brasil seguem em reunião.


 






 
 
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