Exercício leve

Caminhada pode reduzir risco de câncer de mama

Caminhar meia hora por dia já ajuda na diminuição do risco da doença

12/08/2014 | 06h02
Caminhada pode reduzir risco de câncer de mama Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
As mulheres que praticam pelo menos 30 minutos por dia de caminhada têm 10% menos de chance de desenvolver câncer de mama, revelou um estudo publicado no jornal da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Os cientistas monitoraram mulheres que já haviam passado pela menopausa.

— Nós descobrimos que a atividade física de lazer, mesmo de modesta intensidade, parecia ter um impacto rápido sobre o risco de câncer de mama. As mulheres devem ser encorajadas a continuar o exercício físico. E aquelas que não se exercitam deveriam iniciar, porque o seu risco de câncer de mama pode diminuir rapidamente — explica o pesquisador Agnes Fournier.

Câncer de mama continua a ser o vilão da saúde feminina

Fournier e colegas analisaram dados obtidos a partir de questionários preenchidos por quase 60 mil mulheres pós-menopáusicas. O tempo médio de acompanhamento foi de 8,5 anos — durante os quais 2 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama invasivo.

Pesquisa aponta que exercício físico pode ser aliado na prevenção do câncer de mama

Os efeitos de redução de risco de câncer de mama por causa da atividade física eram independentes do índice de massa corporal, ganho de peso, circunferência da cintura e do nível de atividade de cinco a nove anos antes.

Mais bem-estar

O Estudo Bem-Estar, uma iniciativa da Unimed Porto Alegre, também demonstrou que as atividades físicas de lazer são mais benéficas que aquelas que fazemos por obrigação. A pesquisa, realizada em Porto Alegre, separou o impacto dos dois tipos de atividades físicas: as ocupacionais (ligadas basicamente às exigências do trabalho) e as de lazer (exercícios físicos planejados, esportes, corrida, dança, etc). Os resultados apontaram que os grupos de pessoas que realizavam mais atividades físicas de lazer apresentaram maiores níveis de bem-estar, enquanto as atividades ocupacionais não ofereceram benefícios perceptíveis.

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