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Resultado dos laudos

Investigação sobre morte de Jango mostra força do Estado democrático, diz ministra

Análise que pode apontar se ex-presidente foi envenenado durante a ditadura militar será divulgada nesta segunda-feira

Diego Vara / Agencia RBS
Corpo de Jango foi exumado há um ano

Titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (SDH), Ideli Salvatti definiu a investigação da morte do ex-presidente João Goulart como uma demonstração de força e importância do Estado democrático. A declaração foi dada no programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira. O resultado final dos exames deve ser divulgado às 11h, duas horas depois de a família de Jango ter acesso ao documento.

Sem dar pistas de qual é a conclusão dos peritos, a ministra explicou que trata-se de três laudos: um de gases, feito pela Polícia Federal, e dois dos tecidos recolhidos dos restos mortais, realizados por laboratórios espanhol e português. Entre terça e sexta-feira, os técnicos confrontaram os dados das análises.

Como a exumação pode esclarecer a morte do ex-presidente
Exumação do corpo de Jango ocorreu há um ano

- A morte ocorreu há quase 40 anos (dezembro de 1976, na Argentina). A dificuldade de se fazer uma análise precisa é realmente muito grande. Para nós, é muito importante realçar que todo o processo foi permanentemente acompanhado pelo Ministério Público Federal, pela Anistia Internacional, por membro da família e por perito internacional escolhido pela família. Buscamos dar toda a transparência, toda a legitimidade - afirmou Ideli. - Precisamos, enquanto país, resgatar esta história, o resgate da memória, e fazer justiça quanto aos crimes ocorridos durante a ditadura militar -acrescentou.

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A retomada das investigações sobre a morte de Jango foi um pedido feito em 2007 pelos filhos e netos ao MPF, diante de depoimentos sobre um possível envenenamento do ex-presidente, deposto e exilado pelos militares, dentro de uma conspiração de ditaduras do Cone Sul. O político gaúcho tinha pressão alta, fumava e gostava de carne gorda e uísque. Contudo, seu corpo não passou por autópsia e seu atestado de óbito consta apenas a palavra enfermedad (doença) como causa da morte.

Como Jango morreu há quase 38 anos, existe a possibilidade do laudo feito após a exumação ser inconclusivo.

Veja imagens da movimentação em São Borja:

*Zero Hora

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