Cinema

"Aquarius" fará parte do catálogo global da Netflix

Anúncio foi feito nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa da segunda edição do Prêmio Netflix

Por: Estadão Conteúdo
13/09/2016 - 17h35min | Atualizada em 15/09/2016 - 22h34min


O polêmico filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, irá integrar o catálogo internacional da plataforma de streaming Netflix. Ainda sem uma data de lançamento definida, a empresa anunciou a novidade nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa da segunda edição do Prêmio Netflix, a premiação da companhia que busca dar visibilidade para filmes brasileiros independentes.

– Nós não pensamos no teor político da obra. Nós só queremos contar histórias que interessam para o Brasil e que possam ter significado para nossos usuários – afirmou o vice-presidente de marketing da Netflix para a América Latina, Vinícius Losacco.

Foto: Victor Juca / Divulgação

Além do anúncio sobre Aquarius, a Netflix apresentou o júri e os dez filmes indicados que irão compor a segunda edição brasileira do Prêmio Netflix. Os dois vencedores, consagrados por voto popular e por escolha dos jurados, serão licenciados, por ao menos um ano, para os mais de 190 países que a plataforma de streaming opera.

Realizado pela primeira vez em 2013, o prêmio contempla 10 filmes nacionais independentes, escolhidos por uma comissão da própria empresa. Na edição de 2016, os filmes que concorrem a um lugar no catálogo global da empresa são Califórnia, de Marina Person; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho; Obra, de Gregório Graziosi; Porque Temos Esperança, de Susanna Lira; À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun; Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro; My Name is Now, de Elizabete Martins Campos; Levante, de Susanna Lira; e Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois, de Petrus Cariry.

"Aquarius" fica fora da disputa ao Oscar de 2017

Cineastas questionam "Pequeno segredo" como representante brasileiro no Oscar

"Sempre acreditei em Pequeno Segredo para dialogar com o Oscar", conta David Schurmann

Destes dez títulos, dois serão premiados com o direito de exibição nos países nos quais a Netflix opera. Um deles será escolhido diretamente por voto popular, em um site específico voltado para a premiação. De acordo com a plataforma, usuários poderão assistir a 15 minutos de cada obra antes de votar.

Já o segundo filme a ser licenciado será escolhido por um júri que chama a atenção por sua pluralidade. Ele é composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, pelos diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta e organizadora de festivais Adriana Dutra e os youtubers Hugo Gloss e Lully de Verdade. Cada um deverá elencar os três melhores filmes da lista e, o que mais tiver menções será o escolhido.

– Este prêmio é importante por colocar o cinema nacional independente no circuito. A classe dos cineastas anda muito desunida. É preciso mais união e um prêmio internacional como esse pode ajudar – disse a cineasta e integrante do júri Adriana Dutra. 

A votação será encerrada em 3 de outubro e as escolhas, tanto do júri quanto do público, serão anunciadas no dia 5. A Netflix disse que os títulos, por conta de dublagem e tradução, deverão ficar disponíveis no catálogo global apenas em 2017.

 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.