Recuperação

Após gol na Libertadores, Luan engrena e vira esperança do Grêmio no Gauchão

Atacante teve boa atuação contra o Zamora

Por: Luís Henrique Benfica
15/03/2017 - 06h01min | Atualizada em 15/03/2017 - 06h01min
Após gol na Libertadores, Luan engrena e vira esperança do Grêmio no Gauchão LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Foto: LUCAS UEBEL / GREMIO FBPA  

Foi com um desabafo que Luan festejou o gol de pênalti contra o Zamora, há uma semana, pela Libertadores. O chute rasteiro, que venceu o goleiro venezuelano, foi seguido de um gesto de agradecimento, com os dois braços erguidos para o céu. Era um peso que saía das costas, disse o atacante, que tenta dar sequência ao bom momento hoje, no Bento Freiras, contra o Brasil.

O fato é que, de novo, Luan sofre contestações de parte da torcida, que não hesita em apontá-lo como o jogador que deva sair do time para a entrada de Lucas Barrios. Tal posicionamento, na opinião de Cléber Xavier, assistente do técnico da seleção Brasileira Tite, revela a pouca paciência do torcedor gaúcho com jovens formados na base.

— Qualquer jogador sofre em início de temporada, quando a equipe anda não encontrou seu melhor momento. Luan encontrou uma maneira de jogar no Grêmio, com Douglas, e Luan, na seleção olímpica. Rende muito pelos lados, faz flutuação. É um oito e meio. Precisa evoluir sem a bola — analisa Cléber.

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Analista de desempenho e comentarista da Rádio Gaúcha, Gustavo Fogaça não vê motivos para as contestações. Apoiado em estatísticas, revela que, mesmo tendo jogado apenas 438 minutos em 2017, Luan mantém as mesmas médias do ano passado. Tem 82% de acerto de passes, 2,6 finalizações por jogo, duas chances criadas por partida, vitória em 40% das disputas e 66% de acerto.

— Neste ano, ele segue sendo fundamental taticamente. Os dois gols contra o Zamora não aconteceriam sem essa movimentação de Luan, que desorganizou o sistema defensivo venezuelano — observa Fogaça, para quem o atacante, na condição de falso 9, alia mobilidade e inteligência sem a bola.

O ano de 2016 consolidou o prestígio de Luan. Além da decisiva participação na equipe que conquistou a medalha de outo olímpica, terminou a temporada como goleador do Grêmio, com 12 gols marcados e mais 11 assistências para outros. Foi o que bastou para que aumentasse a especulação sobre a saída para algum clube europeu, o que não se confirmou.

Na carreira profissional, iniciada em 2014, são 40 gols e 29 assistências. Ou seja, Luan foi protagonista, desde então, de 69 gols feitos pela equipe. No recente clássico Gre-Nal, deu o passe para que Fernandinho empatasse o jogo. Na vitória contra o Venezuela, além de consolidar a vitória com o gol de pênalti, participou do lance em que Léo Moura fez o seu.

É possível que falte aos críticos um pouco mais de compreensão com sua condição física. Durante 15 dias, Luan precisou ficar fora do time para curar-se, à base de fisioterapia e anti-inflamatórios, de uma tendininte no tendão patelar. Quando voltou, havia perdido o ritmo, algo que só agora começa a ser recuperado.

— Qualquer parada sempre cobra uma conta — observa o médico Paulo Rabaldo.

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