Em mutação

Grêmio mantém força sem titulares e esboça variações táticas para enfrentar maratona de jogos 

Na vitória em Salvador, quarta (19), Renato cobrou novas funções de Arthur e Ramiro para que a equipe não perdesse força sem Luan 

Por: Adriano de Carvalho e Luís Henrique Benfica
21/07/2017 - 07h00min | Atualizada em 21/07/2017 - 07h01min
Grêmio mantém força sem titulares e esboça variações táticas para enfrentar maratona de jogos  ROMILDO DE JESUS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: ROMILDO DE JESUS / FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO  

Feito um camaleão, o Grêmio de Renato se transforma para suportar um calendário exigente com disputas simultâneas em Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Com variações táticas para suprir eventuais ausências de titulares, o treinador mostra que sabe como explorar todo o potencial das peças de seu grupo.

Contra o Vitória, na quarta-feira, Renato não pôde contar com dois dos principais jogadores de sua equipe: Luan e Michel. Ainda assim, teve em Fernandinho e Maicon peças de reposição à altura, já que o atacante foi um dos grandes nomes do time, abrindo o placar com um belo gol de falta e dando assistência para Arthur marcar o segundo.

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As variações implementadas por Renato também tranquilizam a torcida para o momento em que o técnico tiver de poupar mais jogadores por desgaste físico. Tanto que, com a vantagem de 4 a 0 obtida na Arena, o jogo de volta com o Atlético-PR, na próxima quinta-feira, pode ser disputado com time misto em Curitiba. Tudo para que o treinador possa contar com força máxima nesta segunda-feira, contra o São Paulo, no Morumbi, para tentar diminuir a distância de seis pontos para o líder Corinthians no Brasileirão.

Se, "no papel", Fernandinho foi o substituto de Luan contra o Vitória, na prática Renato também se valeu da polivalência de Arthur e Ramiro, que, ao cumprirem mais de uma função, supriram a ausência do titular.

— É essencial contar com jogadores que consigam fazer várias funções — entende Cléber Xavier, auxiliar de Tite na Seleção Brasileira.— Não dá para se apegar muito a desenhos iniciais, como 4- 2- 3- 1, ou 4- 1- 4, e, sim, na capacidade dos atletas de fazerem a função dentro do jogo.

Ele cita Daniel Alves, titular da lateral direita da Seleção como um jogador capaz de executar múltiplas funções. Lembra que, na Copa de 2010, na África do Sul, o atual lateral do PSG atuava na segunda linha, pela beirada, o chamado extremo, função que voltou a executar recentemente na Juventus-ITA. 

Ao voltar seu foco para o Grêmio, Xavier elogia Ramiro e Arthur.

— Ramiro tem feito diversas funções desde que chegou ao clube. Foi lateral, volante, externo pela direita. E Arthur vai bem recuado ou avançado, como fez contra o Flamengo. Acho isso fundamental em um time — diz o auxiliar.

Técnico campeão gaúcho pelo Grêmio em 2010, Silas enxerga Renato com controle total do grupo. Vê méritos na composição do plantel, que conta com jogadores de características diversas, o que faz o padrão de jogo ser mantido mesmo com as substituições.

Para Silas, utilizar as funções adicionais que cada atleta pode exercer em uma equipe é fundamental para um treinador.

— Este conhecimento vem com o dia a dia, com a análise do histórico do jogador. Tanto que no Grêmio sai Pedro Rocha ou Luan, entra Fernandinho e não muda muito o desempenho do time. A cara se mantém a mesma. Se você quer ser campeão, precisa propor jogo tanto fora como dentro de casa— analisa.

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