A Batalha de Lausanne

Vice jurídico do Inter sobre o Caso Victor Ramos: "Se a lei for cumprida, o Inter joga a Série A"

Antes do julgamento na Suíça, porém, Inter enfrenta investigação por falsificação no STJD e clube alega "represália" da CBF

15/03/2017 - 19h04min | Atualizada em 16/03/2017 - 15h57min
Vice jurídico do Inter sobre o Caso Victor Ramos: "Se a lei for cumprida, o Inter joga a Série A" Divulgação/Vitória
Inter alega que zagueiro do Vitória foi inscrito de maneira irregular no Brasileirão 2016 Foto: Divulgação / Vitória  

O rebaixamento do Inter acabou virando um caso para os tribunais. Saem os jogadores, entram os advogados.

Desde a reclamação colorada contra o Vitória, alegando a inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos no Brasileirão do ano passado, a CBF e o Beira-Rio passaram a travar uma guerra. No começo do ano, o Inter foi à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, a fim de ver o Caso Victor Ramos julgado por uma instância esportiva superior à CBF e ao STJD. O julgamento ocorrerá entre abril e maio. E o Inter tem grandes esperanças de jogar a Série A, a partir de uma vitória em Lausanne (SUI).

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— Se a lei for cumprida, o Inter joga a Série A. Não queremos bagunçar o calendário nem o campeonato. É um assunto que deveria ser resolvido antes — afirma o vice-presidente jurídico do Inter, Gustavo Juchem.

Antes disso, porém, há um sério problema doméstico a ser resolvido. Provocado pela CBF, o STJD abriu um inquérito para investigar o que supostamente alega serem documentos falsos apresentados pelo departamento jurídico do Inter, para provar a inscrição irregular do jogador do Vitória. Se a CBF tiver ganho de causa, clube e advogado poderão ir a julgamento, correndo risco de suspensões a partir de 180 dias. Juchem, porém, entende que tal medida é uma espécie de vingança da entidade ao ingresso do Inter no CAS:

— Trata-se de um represália por estarmos buscando os nossos direitos. Esse inquérito foi aberto depois que fomos à Suíça. Não houve falsificação alguma. É uma acusação grave e que mancha a imagem do Inter, que não cometeu crime algum.

O vice-jurídico colorado alega ainda que o processo foi aberto em 2 de fevereiro. E um inquérito pode durar apenas 30 dias.

— O prazo já expirou. E sequer tivemos o direito de nos defender ainda. O STJD quer determinar se houve ou não falsificação dos documentos, e quem seria o autor da suposta falsificação. É uma denúncia infundada e provaremos isso. Se formos prejudicados, se não tivermos o direito à defesa no prazo correto, iremos recorrer ao Judiciário, exigindo indenização por prejuízos causados por denúncia infundada — promete Gustavo Juchem. — Uma coisa é certa: não desistiremos do processo no CAS — finaliza o dirigente.  

* ZHESPORTES

 
 
 
 
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