Segurança

RS é o quarto Estado com mais furto e roubo de veículo

Pesquisa feita pelo Sindicato das Seguradoras leva em conta apenas os veículos segurados. Índice de criminalidade é o que mais impacta no valor 

12/01/2017 - 20h50min
RS é o quarto Estado com mais furto e roubo de veículo Carlos Macedo/Agencia RBS
Roubo de veículo que acabou em morte em Porto Alegre Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS  

O número de ocorrências de furto e roubo de veículos registrado no Rio Grande do Sul em 2016 poderá refletir no bolso dos motoristas que optam por garantir a proteção do seu veículo comprando apólice de seguro. Embora o mercado tome como base de preço uma série de itens como a inflação e o valor das peças, o roubo ainda é o elemento que mais impacta no preço. 

Segundo uma pesquisa divulgada pelo Sindicato das Seguradoras, o Rio Grande do Sul foi o quarto estado do país que mais registrou esse tipo de crime em 2016, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Pelo menos 37,7 mil veículos segurados foram furtados ou roubados no ano passado.

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Embora o Estado figure entre os quatro mais inseguros neste tipo de crime, a Polícia Civil afirma que houve redução em 2016 se comparado ao ano anterior. De acordo com o diretor-geral do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) Rodrigo Bozzetto, o furto e roubo de veículo reduziu em torno de 5% no Estado e 14,5% em Porto Alegre.

O delegado atribui a diminuição às operações focadas em quadrilhas especializadas, em desmanches de veículos e contra os receptadores - responsáveis por movimentar o mercado ilegal.

— Os índices ainda estão acima do esperado, mas o conjunto de ações entre a BM e as inteligências das polícias vem dando resultado. Em 2016, prendemos mais de 200 indivíduos envolvidos com quadrilhas especializadas — destacou Bozzetto.

O comandante da Brigada Militar em Porto Alegre, tenente-coronel Mário Ikeda, lembra que a lei do desmanche aprovada em 2015 facilitou a fiscalização e o combate ao comércio clandestino, pois os estabelecimentos tiveram que formalizar cadastro no Detran.  

— Começamos o ano com indicadores altos, mas a partir das operações contra os desmanches o número diminuiu. A lei do desmanche também ajudou (a reduzir), o mercado (ilegal) sentiu — ressaltou Ikeda.

Na avaliação do vice-presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul, Alberto Muller, a redução de roubos em 2016 não teve reflexo positivo no preço das apólices porque o índice de 2015 teria sido extremamente alto e fora da curva. 

— Estes números podem enganar, pois aparentemente houve redução, mas 2015 foi um ano bastante atípico, com uma elevação acima da média nos casos. Infelizmente, esta situação reflete no preço do seguro para os gaúchos — ponderou Muller. 


 
 
 
 
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