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A ecobarreira do Arroio Dilúvio, que impede escoamento de lixo ao Guaíba, em Porto Alegre, tenta pescar ajuda financeira. Criado pela Safeweb, empresa de segurança da informação, o projeto busca R$ 300 mil em financiamento coletivo para compra de um triturador. Até a publicação desta nota, a campanha no site Kickante, que será encerrada no dia 26, havia arrecadado R$ 11,8 mil (3% da meta).
– O material recolhido é volumoso. Não há como diminuir a quantidade. Mas é possível, com o triturador, reduzir o volume – explica Luiz Carlos Zancanella Junior, 30 anos, diretor de TI da Safeweb.
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Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), desde março de 2016 a ecobarreira evitou que 133 toneladas de lixo fossem para o Guaíba. A estrutura, diz o diretor, resgatou da água itens como capacetes e carteiras com documentos – e sem dinheiro.
– A ideia da ecobarreira surgiu ao ver um vídeo sobre projeto parecido nos EUA. Foram quase dois anos até a instalação – lembra.
A construção da estrutura, no valor de R$ 250 mil, foi bancada pela Safeweb. O diretor relata que a empresa ainda não definiu o que fará se a meta não for atingida. Pode haver relançamento, devolução aos doadores ou criação de campanha para compra de uma prensa.