Obra da Copa

Trincheira da Anita será liberada para o trânsito na segunda-feira

Automóveis finalmente poderão cruzar sob a Terceira Perimetral, mas obra ainda não está totalmente concluída

24/09/2016 - 04h02min | Atualizada em 24/09/2016 - 16h55min
Trincheira da Anita será liberada para o trânsito na segunda-feira Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Incluída no pacote de obras para a Copa de 2014, a passagem de nível da Avenida Anita Garibaldi será liberada pela prefeitura de Porto Alegre às 8h de segunda-feira. Com isso, os automóveis finalmente poderão cruzar sob a Terceira Perimetral.

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A abertura ocorre com quase três anos de atraso em relação à previsão original e depois de uma série de problemas no planejamento. A obra, no entanto, ainda não está 100% concluída. Duas das quatro alças laterais não serão abertas. Segundo a prefeitura, elas serão entregues em novembro.

A abertura da Anita ocorre seis dias antes da eleição municipal, mas o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmidt, afirma que a iniciativa não tem nenhum caráter eleitoreiro. Segundo ele, está sendo seguido o mesmo princípio adotado no viaduto da Bento Gonçalves, liberado antes que as alças estivessem terminadas.

– Se quiser colocar as eleições no meio, pode colocar, mas não tem nada a ver –com isso. Tem a ver é com o cronograma de execução da obra. O fato é que estamos liberando a passagem da Anita, o que era sempre sonhado – afirmou. 

Ao longo da campanha, candidatos de oposição citaram as falhas na obra para atacar o candidato Sebastião Melo (PMDB), vice-prefeito da atual gestão. Um dos principais problemas do empreendimento foi o projeto básico, que não identificou uma imensa rocha no local. Em reportagens publicadas por ZH, especialistas apontaram que a análise foi malfeita, conclusão reforçada por relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

Rualdo Menegat, professor do Instituto de Geociências da UFRGS e autor do Atlas Ambiental de Porto Alegre, lembrou que a mera localização da passagem de nível, no topo da Crista da Matriz, já deveria ter alertado os responsáveis. Segundo ele, a chance de que houvesse rocha ali era de 90%. A rocha, no entanto, só foi descoberta com o canteiro já aberto. Como resultado, a obra parou, e o custo passou de R$ 10,7 milhões para R$ 13,4 milhões.


 
 
 
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