Mau cheiro

Justiça dá prazo de 50 dias para Cettraliq retirar resíduos da zona norte de Porto Alegre

Com atividades suspensas desde agosto, empresa suspeita por relação com as alterações na água segue emanando odores

Por: Bruna Vargas
05/10/2016 - 11h55min | Atualizada em 05/10/2016 - 12h00min
Justiça dá prazo de 50 dias para Cettraliq retirar resíduos da zona norte de Porto Alegre Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Moradores da zona norte de Porto Alegre terão de conviver por mais um tempo com o mau odor que ainda emana da empresa Cettraliq, principal suspeita de ter provocado as alterações no cheiro e no sabor da água tratada da Capital. Segundo decisão judicial, a contar desta quarta-feira, a companhia terá 50 dias para retirar os mais de 2 mil metros cúbicos de resíduos armazenados no local.

Conforme a decisão publicada no site do Tribunal de Justiça na terça-feira, a companhia, que teve as atividades suspensas em agosto, precisa remover e dar o destino adequado aos efluentes, sob pena de pagar uma multa diária de R$ 200 mil. Ao fim do prazo, a empresa terá de apresentar um relatório circunstanciado do "desenvolvimento da execução do plano de remoção, detalhando, passo a passo, todas as atividades executadas para a remoção dos efluentes". O relatório deverá vir acompanhado dos documentos comprobatórios das atividades ou com a justificativa da causa de eventual impossibilidade de fazer a comprovação documental.

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O juiz determinou ainda que a Fepam providencie o deslacre para acesso aos tanques e locais de armazenamento dos efluentes, mas vetou o deslacre de qualquer saída das instalações da empresa que permita o despejo no Guaíba.

Principal suspeita de ser a responsável pelas alterações no cheiro e no sabor da água em Porto Alegre, a central de tratamento de efluentes está fora de atividade desde agosto, quando teve as atividades suspensas pela Fepam por emissão de odores acima no estabelecido na licença de operação. Posteriormente, a Cettraliq foi interditada preventivamente pela prefeitura por oferecer risco "à população e ao ambiente" e, em setembro, o órgão ambiental estadual disse que a empresa não voltará a abrir na zona norte de Porto Alegre.

 
 
 
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