Transtornos

Trecho de 3 km da Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, tem mais de 300 buracos

Reportagem percorreu avenida e contou 335 buracos no asfalto

15/06/2017 - 09h20min | Atualizada em 16/06/2017 - 12h34min
Trecho de 3 km da Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, tem mais de 300 buracos Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS  

Andar de carro em Porto Alegre, depois das chuvas fortes do início do mês, virou rali. Motoristas se dividem entre cuidar do trânsito e de não cair nos buracos do asfalto que surgiram nos últimos dias.

Uma amostra em uma das avenidas mais importantes da Capital mostrou um número impressionante: a reportagem contou 335 buracos nas duas pistas da Av. Protásio Alves em um trecho de apenas três quilômetros, entre as avenidas Saturnino de Brito e Manoel Elias.

Alguns buracos são tão grandes que motoristas chegam a parar os veículos para poder desviar. Ao lado de um ponto de ônibus na Protásio Alves, nas imediações da Saturnino de Brito, uma cratera no asfalto obriga os coletivos a realizarem embarque e desembarque dos passageiros no meio da rua, afastados do meio fio.

— É uma vergonha. Eu chego a pedir desculpas aos passageiros, pois muitas vezes treme tanto que parece um rali — diz o motorista de ônibus Jair Miranda.

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Do trecho percorrido pela reportagem, o pior local é nas imediações da Avenida Ary Tarragô, no bairro Morro Santana. Por ali, desemboca o trânsito de vários bairros da Zona Norte vindos da Av. Baltazar de Oliveira Garcia. Ao chegarem na Protásio, os motoristas encontram buracos, desníveis e trechos sem asfalto.

— Nunca vi nada igual. A situação já estava ruim e piorou com a chuva - afirma o comerciante André Rocha.

Outro problema são os diversos pontos onde tampas de tubulações estão abaixo do nível do asfalto, o que aumenta o risco de danos aos veículos e acidentes para motociclistas.

Problema se repete em outras regiões da Capital e na Região Metropolitana

Se na Protásio os buracos causam perigo maior pelo intenso fluxo de veículos, a situação não se restringe à avenida: é generalizada na Região Metropolitana. Ao longo de todo o dia, ouvintes da Rádio Gaúcha denunciaram as falhas no asfalto em municípios como Gravataí, Cachoeirinha e Alvorada — queixa também comum no aplicativo Pelas Ruas, focado nos problemas da cidade.

Na Capital, moradores da rua Santana, nas imediações da avenida Princesa Isabel, tiveram que improvisar tijolos dentro de um buraco causava danos a carros que passavam pelo local.

— Faz mais de duas semanas que está assim. O pessoal pegou uns tijolos que estavam por aí e colocou dentro da cratera para reduzir os danos — contou o comerciante Daniel Pereira.

A buraqueira não é privilégio de apenas dois ou três bairros. Ela está espalhada por toda a cidade. Na Rua Niterói, na Zona Sul, o trecho entre as ruas Gomes Carneiro e Carlos Barbosa está péssimo, relata o taxista Marcelo Cardoso dos Santos.

— Não dá mais para passar por aqui. Daqui há pouco alguém vai passar é quebrar a roda. Eles têm que fazer uma recapeamento urgente — desabafou.

Procurada pela reportagem, a prefeitura afirma que realiza operações de tapa-buraco e prioriza vias mais importantes e movimentadas. Um balanço dos serviços realizados na semana será divulgado na sexta-feira.


 
 
 
 
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