
Finalmente chegou o dia de descobrir quem matou Bruno (Daniel de Oliveira). A expectativa em torno da revelação da identidade do assassino é tanta que um esquema especial de segurança foi montado, pela Globo, para garantir o segredo até o início do último capítulo de O Rebu, que será exibido nesta sexta-feira (RBS TV, 23h35min).
Os autores, George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor de núcleo Zé Luiz Villamarim prometeram gravar as últimas cenas até a noite de quinta e, caso o segredo fosse revelado antes da hora, um novo desfecho poderia ser produzido. Moura disse ao jornal Extra que seis finais deveriam ser gravados, tudo para manter o mistério até o último momento.
A novela das 23h, que teve apenas 36 capítulos, estreou cheia de expectativas, mas não entregou tudo o que prometeu - ou poderia. O cuidado especial com a fotografia foi um acerto. A direção esteve espetacular, assim como o elenco. Mas o excesso de tramas paralelas comprometeu o andamento da narrativa. Entrentanto, a ousadia de contar uma história em três tempos tirou o público da zona de conforto. E isso é um avanço na dramaturgia, mesmo que num primeiro momento possa ter causado certo estranhamento.
TOP 5
O melhor da novela das 23h
1) Revelação - Sophie Charlotte foi a grata surpresa do elenco. Com 10 anos de carreira na TV, ela fez de Duda a sua melhor atuação. A cena em que cantou Sua Estupidez, de Roberto e Erasmo Carlos, foi emocionante.
2) Trilha sonora - A mescla de Amy Winehouse com Roberto Carlos, Elis Regina e Angela Ro Ro deu certo. Mas a música que melhor representa o rebu que foi a festa na mansão de Angela Mahler é Bizarre Love Triangle, do New Order.
3) Cena marcante - Na sequência em que Angela (Patricia Pillar) e Gilda (Cassia Kis Magro) mostram o vídeo da orgia para Braga (Tony Ramos), tudo estava em sintonia: elenco, direção e texto.
4) Figurinos - Conquistaram público e crítica. Os vestidos de gala, em especial o modelo dourado de Duda, foram os destaques.
5) Atuação - Em meio a excelentes atuações, Tony Ramos mais uma vez deu show. A construção do corrupto Braga proporcionou excelentes sequências recheadas de ironia, deboche e descontrole.