Mitos

Saiba como foi o show de Elton John e James Taylor em Porto Alegre

Um dos grandes eventos musicais na Capital em 2017 rolou no Beira-Rio

05/04/2017 - 02h38min | Atualizada em 05/04/2017 - 03h08min
Saiba como foi o show de Elton John e James Taylor em Porto Alegre André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS  

O que fazer quando se atinge a excelência em determinada área? Se reinventar, partir para novos desafios, comprar uma sítio para criar galinhas? Elton John e James Taylor decidiram permanecer na estrada, revisitando seu passado de glória para plateias nostálgicas em shows irretocáveis – como o que realizaram na noite desta terça-feira, em Porto Alegre.

Seguindo rigorosamente o roteiro dos espetáculos que já passaram por Curitiba e Rio de Janeiro, a dupla se apresentou para um Anfiteatro Beira-Rio de ingressos quase esgotados (24 mil pessoas segundo a produção). Vestindo camisa azul e paletó chumbo combinando com a boina, Taylor subiu às 19h56min nos primeiros acordes de Wandering.

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De início um tanto tímido, foi se soltando a longo da apresentação: desculpou-se por não poder tocar seu violão por conta de um dedo quebrado, relembrou a passagem pelo primeiro Rock in Rio, apresentou sua banda e procurou interagir o máximo que seu português permitia.

Reservou a primeira parte do show para um repertório mais contido, relembrando temas folk, como Walking Man, Country Road, Today Today Today e Carolina in My Mind. Em Everyday, pagou tributo a Buddy Holly, o primeiro dos covers que apresentaria na noite.

Da segunda parte em diante, esquentou o clima com Mexico, Your Smiling Face e Shower the People, com direito a show particular do backing vocal Arnold McCuller. Em Steamroller, Taylor compensou a impossibilidade de tocar violão manobrando uma gaita de boca. Dois covers arremataram o set list com louvor: How Sweet It Is (To Be Loved by You), de Marvin Gaye, e You've Got a Friend, de Carole King _ esta, cantada em uníssono pela plateia.

A inscrição Captain Fantastic no terno brilhante de Elton John antecipava o que estava por vir. Às 21h52min, o garoto de 70 anos de idade atacou com uma sequência matadora: The Bitch is Back, Bennie and the Jets, I Guess That's Why They Call It the Blues e Daniel. Confortável, o músico e sua banda esticavam como queriam cada uma delas, seja durante os solos, seja nas aberturas ou finalizações.

O repertório seguiu bem semelhante ao que Elton John apresentou em sua primeira visita a Porto Alegre, em 2013. Showman que sabe o que seu público deseja, enfileirou quase sem trégua Rocket Man, Tiny Dancer, Levon, Goodbye Yellow Brick Road e Your Song. Deixou todo mundo com o coração saindo pela boca durante a homenagem ao amigo George Michael na emblemática Don't Let the Sun Go Down on Me, mas fechou o set list principal botando a pista para ferver com a trinca I'm Still Standing, Your Sister Can't Twist e Saturday Night's Alright for Fighting. Voltou para o bis com Candle in the Wind e Crocodile Rock.

*ZERO HORA