Caso Victor

Na Justiça, Grêmio obtém penhora das contas do Atlético-MG

Clube busca reaver R$ 10,5 milhões por venda do goleiro em 2012

Por: Adriano de Carvalho
15/02/2017 - 20h19min | Atualizada em 15/02/2017 - 20h28min
Na Justiça, Grêmio obtém penhora das contas do Atlético-MG Bruno Cantini / Divulgação Atlético-MG/Divulgação Atlético-MG
Foto: Bruno Cantini / Divulgação Atlético-MG / Divulgação Atlético-MG  

O Grêmio conseguiu uma importante vitória nesta quarta-feira referente ao caso Victor. Em despacho do juiz Mauro Caum Gonçalves, da 17ª Vara Cível de Porto Alegre, o clube gaúcho obteve a penhora das contas do Atlético-MG para reaver os R$ 10,5 milhões que os mineiros devem pela compra do goleiro em 2012.

Na ação ajuizada  pelo Grêmio, os advogados Nestor Hein e Leonardo Lamachia, obtiveram a intimação do São Paulo, para o clube informe se já realizou o pagamento da primeira parcela pela compra do atacante Lucas Pratto junto ao Galo. Segundo informações de bastidores, o depósito, que seria de R$ 10,5 milhões, já teria sido feito em uma conta da equipe mineira.

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Se o São Paulo confirmar que o depósito já foi realizado, o juiz ordenará, junto ao Banco Central, a penhora de todas as contas registradas sob o CNPJ do Atlético-MG para o pagamento da dívida ao Grêmio. O clube gaúcho, no entanto, corre o risco de não receber o valor caso as contas não tenham saldo. 

— Estamos cientes deste risco. Por isso, estamos trabalhando no ritmo mais rápido possível — comenta Lamachia.

Neste caso, o Grêmio também pode penhorar as outras duas parcelas que o Galo tem a receber por Pratto - que seriam pagas em abril e em junho. Na ação, o Grêmio também pede o bloqueio de outros recebíveis do Atlético-MG, como o pagamento dos direitos de televisão.

O clube gaúcho também ingressará na próxima semana com representação junto à CBF, com base no artigo 67 no Regulamento Nacional de Registro e Transferências, para que, por conta da dívida, a entidade impeça o clube mineiro de registrar jogadores nos próximos dois anos.

Veja o despacho do juiz Mauro Caum Gonçalves sobre o caso

Foto: Reprodução / Tribunal de Justiça RS

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