Reforços

D'Alessandro e Camilo podem jogar juntos no Inter?

Dupla de meias pode alterar sistema tático da equipe na sequência da Série B

21/07/2017 - 07h01min | Atualizada em 21/07/2017 - 07h03min
D'Alessandro e Camilo podem jogar juntos no Inter? André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS  

Com a chegada de Camilo e a sequência de D'Alessandro, Guto Ferreira ganha uma possibilidade nova de escalação no Inter. Pela primeira vez, o técnico colorado terá dois meias clássicos à disposição. E precisará tomar uma decisão: mexer na estrutura para encaixar ambos, adaptá-los dentro do esquema ou deixar alguém esperando no banco.

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No atual desenho, um tripé de volantes (Dourado, Gutiérrez e Edenilson) deveria dar sustentação a um grupo ofensivo (D'Alessandro, Pottker e Nico). Camilo poderia entrar no lugar do primeiro ou do segundo trio. Outra possibilidade é alterar o esquema, passar a usar uma dupla de volantes e outra de armadores.

— Trabalhei com os dois. Camilo foi meu camisa 10 no Avaí e D'Ale foi meu 10 no Inter. Aliás, Camilo é o primeiro meia que o Inter contrata que pode ser comparado ao D'Ale. Camilo é o D'Alessandro mais novo. Eles fazem a mesma posição, mas podem jogar juntos, principalmente em jogos em casa — diz o técnico Argel, recém apresentado no Goiás.

O treinador lembra que usou Camilo junto a outro meia armador no Avaí. Em jogos em que precisava propor, criar, colocava Cléber Santana junto a seu camisa 10. Assim, aumentava a criatividade e construía alternativas ofensivas.

Para o comentarista Sérgio Xavier Filho, do SporTV, Camilo deu errado quando foi pro lado para acomodar Montillo no Botafogo.

— Ele gosta de atuar e rendeu mais pelo meio. Camilo é um jogador mais móvel.

Cléber Grabauska, comentarista da Rádio Gaúcha, vai na mesma linha:

— Mais do que poder, é uma necessidade do Inter que eles joguem juntos. A contratação do jogador do Botafogo era fundamental. O time precisava de alguém que dividisse com o argentino a organização do meio-campo e acrescentasse criatividade e qualidade no jogo colorado.

Para Grabauska, com a chegada de Camilo e o iminente reforço do centroavante Leandro Damião, Guto Ferreira começa a encaminhar o time do meio para a frente, com com Dourado, Edenílson, D´Alessandro, Camilo, Pottker e Damião.

— Nico López e Felipe Gutiérrez passam a ser alternativas de acordo com a proposta de esquema e o tipo de jogo.

O que precisa ficar alerta, porém, é que, com os dois juntos, o Inter perde força defensiva.

— Em partidas fora de casa, mais encardidas, pode ser mais difícil de escalar os dois juntos. Perde um pouco na recomposição da marcação — diz Argel.

Apesar disso, o técnico não poupa elogios a seu ex-comandado:

— Camilo é um jogador experiente, rodado, tem Libertadores no currículo, não costuma sentir o peso dos desafios. É um garoto bom, de muita índole e ótimo caráter. Acho que vai ser uma opção interessante para o Guto. Quando fui treinador do Avaí e tínhamos folga, íamos para a praia em Jurerê, ele era meu parceiro de futevôlei. Na verdade, me carregava nas costas.

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