Diogo Olivier

D'Alessandro, Camilo e a lição que o Inter pode aprender com o Grêmio 

Tirar Sasha, agora, não faz sentido. Ele tem feito gol e contribuído decisivamente para reforçar a marcação na beirada

10/08/2017 - 07h03min | Atualizada em 10/08/2017 - 21h03min
D'Alessandro, Camilo e a lição que o Inter pode aprender com o Grêmio  Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS  

Não creio que Guto Ferreira esteja preocupado se D'Alessandro e Camilo podem jogar juntos. Seria interessante ver como ficaria a criação, caso Camilo possa jogar pelo lado e ajudar na recomposição tal qual Sasha. Pela amostragem do segundo tempo, contra o Guarani, é possível. Eu gostaria de ver. 

Mas tirar Sasha, agora, não faz sentido. Ele tem feito gol e contribuído decisivamente para reforçar a marcação na beirada. O Inter de Guto alcançou a vice-liderança da Série B por se defender bem. É a melhor defesa do campeonato. Tomando cada vez menos gols, aproximou-se das vitórias. 

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Reservas
Sasha, além do mais, é aposta do treinador, tanto que lá contra o Santa Cruz ele já estava em campo. A dúvida entre Damião e Nico, neste momento, é mais razoável. O uruguaio é diferenciado. Tomemos o exemplo do Grêmio, um time ajustado e entrosado. 

Fernandinho e Everton começam no banco, mas é até estranho chamá-los de reservas. Eles entram em todos os jogos, quando não começam desde o início em decorrência de suspensões ou lesões. 

São relevantes. Fazem gols. A torcida gosta deles. No futebol, mais ainda nesse calendário maluco, clube algum ergue taça só com 11.

Quatorze
Se Fernandinho e Everton entram durante o jogo e returbinam o time, não faz sentido Renato quebrar a cabeça para escalar todos com potencial de titularidade. Corre o risco de estragar o mais importante, que é o conjunto. 

O treinador quase sempre usa 14 jogadores. São as substituições, essenciais em um futebol cada vez mais tático e físico. É assim que Guto deve pensar Camilo e Nico. Se o encaixe veio sem eles, que aguardem a vez. Importa o time, não A ou B. 

Nada impede que Nico e Camilo, entrando no segundo tempo, sejam protagonistas. Em 2010, Giuliano foi eleito craque da Libertadores sem ser titular.

* ZH Esportes

 
 
 
 
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