Bairro Cavalhada

BM não aparece e reintegração de posse em Porto Alegre é adiada

Antes de devolver o mandado, oficial de Justiça aguardará contato da corporação até as 15h22min

Atualizada em 05/08/2014 | 12h5005/08/2014 | 11h22
BM não aparece e reintegração de posse em Porto Alegre é adiada Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Marcada para a manhã desta terça-feira, a reintegração de posse de um terreno na Avenida Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre, foi adiada. O motivo alegado pelo oficial de Justiça Allan Freitag Reis, responsável pelo cumprimento do mandado, é a ausência de policiamento para apoio.

— Vai ser feita a devolução do mandado por impossibilidade de cumprimento ante à inércia da Brigada Militar. Aguardo o contato da Brigada até as 15h22min para tentar agendar o cumprimento da medida — afirma Reis.

O horário é quando completa 24 horas desde a intimação feita ao comando da corporação. O oficial de Justiça tentou contato por telefone com o comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes, por volta das 10h desta terça-feira, mas não teve sucesso.

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Presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Rio Grande do Sul, Marcinei Jaques Pereira, que acompanhava a operação em apoio ao oficial de Justiça destacado para a atividade, salienta:

— Provavelmente, esta ordem será restituída ao Judiciário e será expedida nova ordem. Novamente será tentado o contato e apoio da Brigada Militar.

 

Protesto na Avenida Cavalhada

Antes das 9h, moradores da ocupação fizeram um protesto na Avenida Cavalhada. Com faixas e cartazes, eles reivindicavam o direito à moradia. Também faziam críticas ao juiz Alex Gonzalez Custodio, da 1ª Vara Cível do Foro Regional Tristeza — o magistrado publicou despacho estabelecendo prazo de 24 horas para a reintegração de posse, a contar do recebimento da intimação pelo comando da BM.

O terreno da antiga Avipal foi ocupado no dia 4 de julho — líderes da Ocupação Iluminados por Deus, também chamada de Ocupação da Avipal, contabilizam 2 mil pessoas morando no local. A construtora Melnick Even, atual proprietária da área, acionou a Justiça no dia 10 do mês passado.

— A gente não vai sair daqui, vai resistir até o último momento — diz Liziane Paz, 32 anos, uma das representantes da ocupação.

Brigada Militar não se manifestou sobre o assunto nesta terça-feira.

Foto: Fernando Gomes/Agência RBS 

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