Saúde

Com estrutura precária e falta de funcionários, HPS de Porto Alegre confirma fechamento de 11 leitos

Medida é temporária, e vagas devem ser reabertas depois de reforma no hospital

06/07/2017 - 17h45min | Atualizada em 06/07/2017 - 17h45min
Com estrutura precária e falta de funcionários, HPS de Porto Alegre confirma fechamento de 11 leitos Cristine Rochol / PMPA/
Foto: Cristine Rochol / PMPA  

O Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre passou a funcionar com 11 leitos a menos na última semana. Os espaços foram fechados pela soma de dois problemas: falta de funcionários e estrutura antiga e precária. Conforme a direção da instituição, uma reforma possibilitará a reabertura das vagas. O hospital, que recebe pacientes com problemas traumatológicos, segue atendendo com 135 leitos de internação.

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O diretor-geral do HPS, Amarilio Macedo, garante que o fechamento não causou prejuízo ao atendimento, já que a Central de Regulação, operada pela prefeitura, encaminha pacientes que precisam de outro tipo de atendimento para outras instituições. Macedo ressalta que a decisão de fechar os leitos da enfermaria de traumatologia foi tomada devido a questões de segurança:

— A enfermaria é antiquíssima, absolutamente desprovida de recursos de segurança para atender pacientes. Este fato, somado ao encurtamento da escala de serviço por saída de profissionais, fez com que o nível de segurança do atendimento fosse interpretado por nós como incompatível. Mas isso não prejudica o atendimento. Não tivemos nenhuma reclamação de pacientes mal atendidos — esclarece.

Os problemas envolvem o sistema de ar-condicionado, os cilindros de oxigênio e até o banheiro, que tem um degrau na entrada, mas é utilizado por pacientes com problemas traumatológicos. Os outros 10 leitos que ficam no segundo andar continuam em funcionamento.

— Os 10 leitos que ficaram têm condições melhores, um banheiro melhor e, assim, os profissionais conseguem administrar a situação. Hoje, 18% dos nossos funcionários estão em licença e aguardando aposentadoria, o que reduz muito o número de profissionais. Mas seis já ingressaram recentemente, e outros devem chegar para ajudar em seguida — explica Macedo.

Na tarde desta quinta-feira (6), o diretor-geral estava em reunião com uma arquiteta para avaliar quais serão os gastos. Ainda sem análise técnica, a estimativa inicial é de que o total chegue a R$ 180 mil.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que "todos os pacientes estão sendo realocados". Questionada sobre os recursos para a obra, a assessoria de imprensa informou que o órgão ainda está discutindo o assunto, mas garantiu que haverá a reforma.

Debate com a população

A coordenadora do Conselho Municipal de Saúde, Mirtha da Rosa Zenker, critica que tenha sido comunicada da decisão tardiamente, mas garante que o atendimento no HPS segue com boas condições.

— Nós temos um conselho gestor no hospital que não foi comunicado deste fato. Isto nos causou estranheza, mas reconhecemos o maravilhoso atendimento do HPS. Os pacientes saem de lá elogiando. Então, este hospital nos é muito caro. Acompanharemos esta reforma — declarou.

O diretor-geral do HPS afirma que a comunicação seria feita ao conselho, mas destaca que "a responsabilidade técnica-médica da segurança dos leitos é do hospital".

Às 18h30 desta quinta-feira, uma reunião debaterá o tema, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde. O encontro é aberto ao público e será transmitido ao vivo na página do Facebook do conselho.

 
 
 
 
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